Uma terceira mensagem, para o eleitor cansado do custo da política: começar pelo exemplo, com gabinete técnico e enxuto, e cobrar da Assembleia a mesma responsabilidade que se cobra de qualquer família goiana.
Para efeito de comparação: São Paulo tem população cerca de seis vezes maior e mais que o dobro de deputados, mas mantém menos da metade dos comissionados de Goiás: 25 por deputado, contra os 143 daqui. Essa mesma proporção, 25, é o teto legal da Câmara dos Deputados.
Olhando pela população, o desenho fica ainda mais claro: em Goiás há cerca de 1 comissionado da Alego para cada 1,2 mil habitantes, contra 1 para cada 18,5 mil em São Paulo. Proporcionalmente, sustentamos uma máquina legislativa cerca de quinze vezes maior que a paulista.
Folha de S.Paulo, maio/2026 + Censo 2022/IBGEGabinete enxuto e técnico, sem inchaço de cargos, com prestação de contas pública. Cada real economizado com estrutura vira castração, creche e curso.
Defender teto real para comissionados e reposição por concurso: a Alego chegou a 5.874 cargos de confiança enquanto o concurso abriu só 101 vagas técnicas.
Cadastro público coerente entre cadeiras, licenças e exercício: hoje a própria página oficial chega a listar 43 nomes numa legislatura de 41 cadeiras.
Fundos e contribuições com prazo, avaliação e renovação expressa, lição que o caso Fundeinfra deixou, quando o Estado criou uma cobrança e depois recuou.