Trabalhei desde os 13 anos, criei duas filhas sem rede de apoio e me tornei advogada.

Esta não é uma biografia oficial encomendada: é a história real de uma mulher de Goiás que conheceu a falta de apoio na prática e decidiu entrar na política para transformar essa realidade em lei.

Capítulo I · 1988 · Pontalina

O bar do Zé Vieira em Pontalina e o que aprendi sobre cuidar antes dos 11 anos

Nasci em Morrinhos e cresci em Pontalina, no interior de Goiás. Filha única, em uma vida simples, de porta aberta para a rua e quintal sempre cheio de bicho. Meu pai, José Vieira Pires (conhecido por todo mundo na cidade como Zé Vieira), tinha o bar ao lado da igreja matriz e foi eleito vereador do município na eleição de 1988.

Foi dentro daquela casa simples que entendi, muito cedo, que política de verdade não se faz com terno bonito ou discurso ensaiado: faz-se ouvindo quem chega no balcão. Aprendi que servir às pessoas é um dever, e que cuidar do vizinho, da família ou do animal abandonado que aparece no portão não é fraqueza: é a maior força que alguém pode ter.

José Vieira Pires, o Zé Vieira, pai de Fabiana Gonçalves
José Vieira Pires (Zé Vieira), meu pai
Retrato oficial de José Vieira Pires na galeria de vereadores da Câmara de Pontalina
Retrato oficial na galeria da Câmara de Pontalina
Santinho de campanha de Zé Vieira, candidato a vereador em Pontalina em 1988
Santinho da campanha a vereador (1988)
Placa do Palácio Três Poderes de Pontalina com o nome de José Vieira Pires entre os vereadores de 1988
Nome gravado no Palácio Três Poderes
O antigo bar de José Vieira Pires em Pontalina, fotografado atualmente
O antigo bar do meu pai, em Pontalina, hoje
Fonte documental: Câmara Municipal de Pontalina · 11ª/12ª Legislatura (1988)
Fabiana fala sobre o pai e a pré-candidatura, em Pontalina
O bar do meu pai em Pontalina, hoje
Capítulo II · 1992 · Goiânia

A perda do pai aos 11 anos, a chegada a Goiânia e a faculdade paga trabalhando

Minha mãe me teve com apenas 16 anos. Sem oportunidade de estudar, trabalhou a vida toda com limpeza pesada. Para buscar sustento, ela precisou vir antes para Goiânia, sem ter sequer condições de alugar um cômodo, enquanto eu permanecia em Pontalina com meu pai e minha tia. Sou filha única, e meus avós já haviam falecido quando eu ainda era bem pequena.

Em 1992, o câncer levou meu pai. Aos 11 anos, me mudei para Goiânia para viver com minha mãe. Morei de favor na casa de uma tia até conseguirmos um cantinho nosso, e dali em diante fomos praticamente só eu e ela. Aos 13 anos, comecei a trabalhar no meu primeiro emprego e nunca mais parei.

Foi trabalhando de dia e estudando à noite que paguei cada centavo da minha faculdade de Direito. Em 2010, conquestei a carteira da OAB. Hoje, são mais de 18 anos de atuação jurídica contínua, com foco nas áreas Cível, de Família e Empresarial, uma bagagem técnica que me deu pleno domínio sobre contratos, leis e orçamento público.

"Não estudei direito em gabinetes confortáveis. Estudei pagando a mensalidade com o fruto do meu próprio trabalho."
Capítulo III · Maternidade & Vida Pública

Mãe solo de duas meninas e a proteção animal praticada no cotidiano

Anos depois, já mãe de duas meninas e enfrentando um divórcio, vivenciei novamente a necessidade de recomeçar, com muita luta e esforço. Sentindo na pele a ausência de uma rede de apoio pública para mães que trabalham, percebi que a falta de creches em tempo integral não é um número estatístico: é um obstáculo real que trava a vida da mulher goiana e tira da criança um ambiente seguro e de aprendizado enquanto a mãe trabalha.

Hoje, minhas filhas têm 11 e 13 anos, as idades exatas em que perdi meu pai e comecei a trabalhar. É por isso que minha defesa por creches e qualificação feminina não é jargão eleitoral: é a minha própria história refletida no espelho.

Ao mesmo tempo, mantive viva a causa animal que aprendi ainda menina. Já resgatei, castrei, vacinei e doei lar temporário a centenas de animais de rua. Atualmente cuido de 5 cães e 3 gatos em casa, todos resgatados. Ando sempre com ração e água no porta-malas do carro, e sempre que posso, alimento, castro e levo outros animais de rua para adoção.

Animal resgatado por Fabiana Gonçalves
Um dos resgates realizados em Goiânia
Animal resgatado por Fabiana Gonçalves
Cuidado constante que antecede qualquer campanha

Por que a vivência prática me qualifica para representar Goiás

Mais do que discursos, uma deputada estadual precisa unir sensibilidade social para entender o problema e capacidade jurídica para fiscalizar a lei.

01 · Raízes & Território

Pontalina & Goiânia

Conhece a realidade das pequenas cidades do interior e os desafios da Região Metropolitana da capital.

02 · Capacidade Técnica

18+ anos de Advocacia

Advogada desde 2010 com sólida atuação jurídica (Cível, Família e Empresarial), apta a ler orçamentos e fiscalizar a Alego.

03 · Vivência Real

Mãe Solo sem Rede de Apoio

Viveu na pele a dificuldade de trabalhar e criar filhas sem apoio público, transformando dor pessoal em pauta de Estado.

04 · Proteção Animal

Protetora Independente

Anos de resgates, castrações e doações por conta própria, conhecendo a dor dos protetores e ONGs de Goiás.

Recordação escolar de Fabiana Gonçalves, Escola Rui Barbosa, Pontalina, 1991
Minha recordação da 3ª série, na Escola Rui Barbosa, Pontalina, 1991

A cidade que carrego no sobrenome

Pontalina me viu crescer. Sou filha do Zé Vieira, do bar ao lado da igreja. Saí de lá aos onze anos, mas Pontalina nunca saiu de mim. E é por causa do que aprendi ali que eu quero cuidar das mães, das crianças e dos animais de Goiás.

Um pouco da minha rotina

No dia a dia
Dra. Fabiana Gonçalves
Dra. Fabiana Gonçalves
Dra. Fabiana Gonçalves
Dra. Fabiana Gonçalves
Resgates e causa animal
Animal resgatado por Fabiana Gonçalves
Animal resgatado por Fabiana Gonçalves
Animal resgatado por Fabiana Gonçalves
Animal resgatado por Fabiana Gonçalves

Agora que você me conhece, quer ver o que eu proponho?

Cada proposta vem com o problema, o instrumento legal e a fonte, sem promessa vazia.